SOCIOLOGIA
3ª série A - Professor Flavio
Segue o link abaixo dos vídeos:
https://www.youtube.com/watch?v=YRtGoM9CgBI
Título: Sociologia Violência e Desigualdade
Social (10 minutos)
Canal: Eraldo Fernandes
https://www.youtube.com/watch?v=2W9HYYK_Jjk
Título: Desigualdade Social-Brasil Escola (12
minutos)
Canal: Brasil Escola
https://www.youtube.com/watch?v=8zO30HXAqcM
Título: #45 – Reprodução da violência e desigualdade social
Canal: Américo Neto
Com base nestes três vídeos, faça um resumo
da relação entre violência e desigualdade social no Brasil, considerado um dos
países com alto índice de violência e desigualdade social do mundo.
Entre 20 e 40 linhas, pode ser tanto
manuscrito ou digitado.
Enviar para: flaaparecido@prof.educacao.sp.gov.br
3ª série B, C - Professor André
Banalização da violência
Ao lado da crise política e econômica que se
abateu sobre o Brasil, outra tragédia maior se destaca no ano que se inicia. A
banalização da morte provocada pela violência. A leitura dos jornais diários,
com suas informações sobre o país selvagem em que nos tornamos, é um verdadeiro
soco no estômago. Assistir ao noticiário da televisão rouba o sono de qualquer
pessoa com um mínimo de noção de civilidade. Dois jovens espancando até a
morte, no metrô de São Paulo, um ambulante que tentou defender homossexuais, é
das cenas mais dantescas dos últimos tempos. Cada pancada, cada pontapé na
cabeça do homem já caído no chão ressoa na consciência dos que ainda preservam
lucidez.
Mas não se ouve uma voz oficial sobre o ocorrido.
É como se esse tipo de crime fosse completamente aceitável no nosso dia a dia,
não havendo razão para providências capazes de impedi-lo, ou ao menos
dificultá-lo. Nenhuma reflexão por parte das nossas lideranças políticas sobre
as razões para o crescimento desse tipo de violência. Estão todos muito ocupados
com a próxima eleição dos Presidentes da Câmara e do Senado e no loteamento dos
cargos das suas mesas diretoras. Os dois assassinos foram detidos, é verdade,
mas com certeza logo estarão nas ruas novamente. Há também os casos
patológicos, como o homem que assassinou 12 pessoas da mesma família, incluindo
um filho de oito anos e a ex-esposa. Parece que ninguém fica mais chocado com
essas mortes brutais. Anestesia geral. Pelo menos, enquanto não forem atingidos
pessoalmente.
1. Atividade:
Leia o fragmento retirado da internet acima e faça um texto dissertativo de
aproximadamente 20 linhas considerando as formas de manifestação dos diferentes
tipos de violência, analisando os processos de produção e reprodução da
violência institucional do Estado, principalmente aquela que é provocada pela
desigualdade social e econômica no Brasil, ponderando a desumanização e
coisificação do outro na banalização da violência.
3ª série D - Professora Márcia
E-MAIL: profamarciadecamargo@gmail.com
Olá queridos, estamos iniciando atividades referentes ao 4º.
Bimestre, portanto, entrando na reta final do ano de 2020. Peço de coração que
todos se empenhem na entrega dessas atividades, para que possamos encerrar o
ano com sentimento de vitória, mesmo diante de tantas dificuldades... Vocês
foram guerreiros, e juntos, nos fortalecemos. Tenho muita gratidão pelo esforço
e empenho que tiveram com os estudos em 2020. Bora começar?
QUAL É A
ORGANIZAÇÃO POLÍTICA DO ESTADO BRASILEIRO?
Nesse
período de atividades trabalharemos a apostila do aluno, volume 3, páginas 79
até a 86.
Atividade
1) Façam a leitura
dos textos com atenção, respondam as questões solicitadas, no caderno, com
cabeçalho, contendo: nome da escola, dados do aluno e série.
Favor
especificar como na apostila, exemplo: Momento 1- páginas 79 e 80... Momento 2
– páginas 81 e assim sucessivamente, até a página 86.
Atividade
2) Registrar no
caderno, a pesquisa indicada abaixo, sobre os tipos de voto, muito pertinente
nesse período das eleições.
No site do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo
você encontra um texto sucinto sobre voto branco e voto nulo bastante didático:
http://twixar.me/pVq3.
Bom estudo a todos!
Força na peruca... Estamos na reta final!!
Forte abraço, com muita saudades!!
QUÍMICA
3ª série B, C - Professor Wilson
Assistir as aulas no centro de mídias e as aulas do
reforço nas segundas-feiras às 19:45 e responder as questões disponíveis no
link:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScJKaUxGecOIbzAF7FjHEMsLb26Pd4Q7hEGX_LJHg8EpPsqMg/viewform?usp=sf_link
3ª série D - Professora Alecsandra
Assista o vídeo do youtube para realizar a
atividade abaixo:
https://www.stoodi.com.br/blog/quimica/hidrocarbonetos/
a)
Em que se baseia o estudo da química orgânica?
b)
Qual símbolo, o número atômico e de massa do elemento
carbono?
c)
Quais as classificações do átomo de carbono?
d)
Faça a distribuição eletrônica do Carbono.
e)
O que significa dizer que o carbono é classificado como
primário?
f)
O que significa dizer que o Carbono é tetravalente?
g)
Ilustre os tipos de ligações básicas do Carbono.
h)
Classifique os carbonos das cadeias carbônicas abaixo:
3ª série A - Professora Marilene
Olá pessoal, tudo bem?
TECNOLOGIA
3ª série A - Professor Rogério
Trabalho
7 – Tecnologia - APRENDENDO A PROGRAMAR – do Caderno do Aluno – contagem
Binária
Para fazer a Atividade 2 – Contagem em linguagem binária, página 131 do 3º ano.
Vejam o vídeo do link abaixo e façam a Atividade 2
Canal Youtube:
Como transformar um número Binário em Decimal
https://www.youtube.com/watch?v=zToihF2FE9I
Meu email: fisicarogeriomtelmo@gmail.com
Usem o Google Classrroom para tirar dúvidas, vou deixar
dicas e também assistam as aulas do
Centro de Mídias
HISTÓRIA
3ª série A, D - Professora Marcia
E-MAIL: profamarciadecamargo@gmail.com
Olá queridos, estamos iniciando atividades referentes ao 4º.
Bimestre, portanto, entrando na reta final do ano de 2020. Peço de coração que
todos se empenhem na entrega dessas atividades, para que possamos encerrar o
ano com sentimento de vitória, mesmo diante de tantas dificuldades... Vocês
foram guerreiros, e juntos, nos fortalecemos. Tenho muita gratidão pelo esforço
e empenho que tiveram com os estudos em 2020. Bora começar?
Nesse
período trabalharemos com textos e atividades da apostila do aluno, volume 3,
páginas 63 e 64.
O MUNDO PÓS-SEGUNDA GUERRA E A GUERRA
FRIA
Façam a
leitura do texto e a observação da imagem que constam na apostila página 63,
com atenção e realizem as atividades solicitadas.
ATIVIDADE 1)
Observe a imagem e realize a leitura do texto para realizar a atividade
proposta. IMAGEM 1 Is this tomorrow: America under communism! (“Este é o
amanhã: a América sob o comunismo!”). Capa da HQ, editora Guilda Catecética,
Minnesota, EUA, 1947. Disponível em: . Acesso em 14 fev. 2020. TEXTO 1 - GUERRA
FRIA Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, dois blocos políticos se
formaram, gerando um período de tensão permanente, a denominada “Guerra Fria”.
De um lado uma potência capitalista: os Estados Unidos da América (EUA) do
outro lado, uma potência socialista: União das Repúblicas Socialistas
Soviéticas (URSS). As duas potências exerceram influências em várias partes do
mundo, além de uma disputa armamentista que contava com tecnologias nucleares
que, se acionada, poderia trazer sérias consequências a todo o planeta. Nesse
contexto, os EUA sob a influência da Doutrina Truman que visava controlar o
avanço do comunismo, lançaram o Plano Marshall (para recuperação e reconstrução
pós-guerra aos países do bloco capitalista) e aliança militar OTAN (Organização
do Tratado do Atlântico Norte). A URSS, por sua vez, lançou a COMECON (Conselho
para a Assistência Econômica Mútua), a COMINFORM (Escritório de Informações dos
Partidos Comunistas e Operários) e a aliança militar do Pacto de Varsóvia.
Nesse período houve o patrocínio de movimentos em todo o mundo tanto por parte
do bloco socialista quanto do capitalista.
Em seu caderno, colocar: nome da escola, seu nome, número e
série e copiar e responder as
questões abaixo relacionadas:
Questões
a) Explique
qual a mensagem difundida pelo cartaz? Por que ela é uma propaganda?
Justifique.
b) Relacione
a imagem com a afirmação do sociólogo Raymond Aron: “a Guerra Fria foi um
período em que a guerra era improvável, e a paz, impossível”. O que isso
significava?
c) Os EUA
com o intuito de afastar o que chamavam de perigo comunista, utilizaram-se de
linguagens acessíveis, como por exemplo, músicas, jogos eletrônicos, filmes,
quadrinhos, desenhos animados, conforme o cartaz. Explique por que era tão
importante para os EUA divulgar essa ideia.
d) Pesquise
se a URSS utilizava os mesmos recursos de propaganda. Você pode pesquisar no
blog Ensinar História. Joelza Ester Domingues. Propaganda ideológica da Guerra
Fria em cartazes da época. Disponível em: . Acesso em 14 fev. 2020.
e) A partir
dos estudos realizados sobre o tema “Guerra Fria”, crie um slogan para esse
contexto. Justifique.
ATIVIDADE 2) Em seu caderno, crie uma charge que expresse a polarização do
período da “Guerra Fria”. Essa atividade está na página 64, acesse o site
proposto para auxílio na atividade.
Bom estudo a
todos!!
Forte
abraço, Com muita saudades!!
3ª série B, C - Professor José Luiz
Prezados
alunos e alunas, a presente atividade refere-se ao 4º bimestre e as questões
deverão ser acessadas pelo link https://docs.google.com/forms/d/1dwQxEz_fNLJiPEMDSjyUgR0lYskdWW9zsLj9ucYiQrA/edit
O texto abaixo refere-se ao período da
História Política do Brasil após o Estado Novo, quando o país passou a ser
governado por presidentes democraticamente eleitos e foi um período
caracterizado pela tentativa de desenvolver a indústria nacional. Neste
contexto houve uma bipolarização, pois,
de um lado havia os que defendiam o desenvolvimento com “ajuda”
internacional, isto é, defensores de uma política de entrada de capital e
empresas internacionais o que gerou extrema dependência do capital
internacional e o repasse de uma tecnologia ultrapassada – eram denominados
“entreguistas” – e aqueles que defendiam o desenvolvimento com a aplicação de
recursos nacionais e a criação de tecnologia própria a fim de evitar a
dependência exterior, estes foram chamados de “nacional desenvolvimentistas”.
Ao final, como se verá, os que propunham a entrada do capital internacional
venceram mas, para isso, usaram de meios
coercitivos como golpes de Estado que levou a implantação de ditadura militar e
mesmo naqueles governos eleitos democraticamente, à frente estavam os setores
mais conservadores da sociedade brasileira, tais como os grandes proprietários
rurais, representantes das multinacionais, da Igreja e, principalmente, do
exército.
(Prof. José Luiz)
OS GOVERNOS
DESENVOLVIMENTISTAS (1946/1964)
O GOVERNO DUTRA
ANTECEDENTES
Getúlio Vargas, que governou ininterruptamente o país de
1930 até 1945, foi deposto por um golpe militar em outubro de 1945.
Consideram-se causas de sua deposição o fato de ter decretado, em julho de
1945, a lei antitruste, o que ameaçava os interesses internacionais –
principalmente norte-americanos – bem como os da burguesia nacional que via com
bons olhos o capital estrangeiro. Além disso aumentava significativamente o
apoio popular ao movimento queremista, assim chamado porque a principal
palavra de ordem era “Queremos Getúlio”. Tais fatores associavam-se a anistia
que libertou os comunistas entre os quais Luís Carlos Prestes, que passaram a
defender Getúlio Vargas porque, segundo o próprio Luís Carlos Prestes, Getúlio
era o único que poderia fazer frente ao avanço do imperialismo norte americano
contra o Brasil.
Assim, temendo pela continuidade de Vargas no poder, os
militares, apoiados pela burguesia nacional e internacional norte americana
cercaram o palácio do governo e obrigaram Getúlio a renunciar, tendo assumido o
cargo temporariamente o presidente do Supremo Tribunal Federal José Linhares.
O General Eurico Gaspar Dutra, candidato à presidência pelos
PSD, venceu as eleições e assumiu a Presidência em 1946. No mesmo ano, Dutra
convocou uma Assembleia Constituinte para elaborar a quinta Constituição do
país.
Todos os partidos políticos, inclusive o Partido Comunista,
participaram da elaboração da nova Constituição. Apesar disso, na Assembleia
dominaram os representantes do liberalismo, vinculados aos setores rurais com
sentido conservador (PSD).
Influências
político-partidárias:
A CONSTITUIÇÃO DE 1946:
A nova Constituição apresentava algumas características
liberais, mas com sentido conservador. Mantinha alguns elementos antigos e
inovava em novos pontos:
Não foram aprovadas propostas de nacionalização de minas,
bancos de depósitos e empresas de seguros, além de federalização da justiça que
diminuía o controle das oligarquias rurais sobre o judiciário;
POLÍTICA E ECONOMIA:
Dutra procurou apoiar-se em vários partidos a fim de
combater o crescimento do PCB e de movimentos populares.
O próximo passo foi à suspensão das eleições sindicais e,
finalmente em 1947, a determinação da ilegalidade do PCB, cassando o mandato de
seus representantes no congresso, inclusive Luís Carlos Prestes, que fora
eleito o senador mais votado.
Mantendo esta política, o governo, até o fim de 1948, acabou
por determinar a intervenção em todos os sindicatos de trabalhadores do país.
No plano da política externa, a Guerra Fria envolvendo a
disputa por áreas de influência entre EUA e URSS, acabou por afetar a vida
política brasileira, fazendo com que o governo Dutra acentuasse seus vínculos
com os Estados Unidos.
Em 1946, durante a Conferência
Interamericana para Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, ocorrida em
Petrópolis, o presidente dos EUA Harry Truman esteve no país, o que fortaleceu
a posição do Brasil que, neste mesmo ano acabou rompendo relações
diplomáticas com a União Soviética.
Em 1948, era fundada a Organização dos Estados Americanos
(OEA) com ampla e ativa participação do Brasil no seu estabelecimento.
Dutra também foi o responsável pela tentativa de colocar em
prática o primeiro plano de governo do país, o chamado Plano SALTE (Saúde,
Alimentação, Transporte e Energia). Em seu governo ainda pavimentou a rodovia
Rio São Paulo (Rodovia Dutra) e instalou
a Companhia Hidrelétrica do São Francisco.
Ainda no plano econômico foram consumidos os saldos
acumulados durante a 2ª Guerra Mundial, graças à chamada Lei das
Importações, que liberou a entrada de produtos estrangeiros no país.
Junto com este processo veio também um pesado processo
inflacionário, visto que, para acompanhar o crédito, cresceu assustadoramente a
emissão de papel moeda. Tal situação gerou uma forte alta dos preços no mercado
interno, diminuindo bruscamente o poder aquisitivo da população, principalmente
nos primeiros anos do governo Dutra.
A partir de 1948, as importações começaram a precisar de uma
licença prévia fornecida pelo governo, o que reduziu um pouco as importações,
favorecendo a indústria nacional.
Ao mesmo tempo, o governo elevou o preço do café e das
matérias primas no mercado internacional, procurando equilibrar a balança de
comércio brasileiro. Essa situação econômica com diminuição do poder aquisitivo
da população acabava favorecendo ao governo de Vargas, devido à comparação que
era feita involuntariamente pela população entre os dois governos.
A NOVA ERA VARGAS
(1951-1954)
A POLÍTICA NACIONALISTA DE VARGAS:
Getúlio sempre buscou realizar um governo nacionalista cuja
característica fosse à defesa dos interesses nacionais. Dizia que era preciso
“atacar a exploração das forças internacionais” para que o país alcançasse sua
tão sonhada independência econômica.
Vargas procurou apagar a imagem de ditador do Estado Novo e
construiu em seu lugar, a figura de um estadista democrata. Além disso, retomou
duas características que o consagraram: o nacionalismo econômico e a política
de amparo aos trabalhadores urbanos, bandeiras políticas de forte apelo
popular.
A proposta nacionalista de Vargas era duramente questionada
e atacada pelo governo norte americano, pelas empresas estrangeiras instaladas
no Brasil ou por representante destas empresas, normalmente membros do grupo
economicamente dominante no país, visto que tal modelo de política era
considerado um perigo para estes grupos. (Nacionalismo X Imperialismo).
Estabeleceu-se no Congresso Nacional e na Imprensa um
intenso debate entre os grupos NACIONALISTAS que apoiavam o modelo varguista, e
os ENTREGUISTAS, que pretendiam uma vinculação e consequentemente, uma maior
exploração do capital estrangeiro na economia brasileira.
Um dos momentos mais importantes do debate entre os dois
grupos ocorreu quando da nacionalização da exploração do petróleo no Brasil. O
grupo nacionalista defendia que a extração e a distribuição do petróleo
brasileiro fossem feitas por uma empresa brasileira e estatal, e pregavam o
slogan “o petróleo é nosso”. Os entreguistas eram favoráveis a permitir a
exploração do petróleo a grupos estrangeiros.
A campanha do petróleo teve um final favorável ao grupo
nacionalista e em 1953, foi criada a PETROBRÁS, empresa estatal responsável
pelo monopólio total da extração e, parcialmente do refino do petróleo do país.
Ainda em 1953, o governo propôs uma Lei de Lucros
Extraordinários, que limitava a remessa de dinheiro das empresas estrangeiras
para o exterior. A lei, no entanto, foi barrada no Congresso, devido às
pressões dos grupos internacionais.
Diante das ameaças que a política nacionalista de Vargas
passava a representar para o grande capital internacional e para os seus
representantes no país, a oposição começou a articular-se. A UDN derrotada nas
eleições de 1746 (Dutra) e 1950 (Vargas) torna- se o principal instrumento de
contestação do governo.
O objetivo era articular a derrubada de Vargas do poder. Um
dos principais líderes da oposição foi o jornalista Carlos Lacerda, político da
UDN e diretor do jornal Tribuna da Imprensa (ou O Corvo).
O MODELO TRABALHISTA DE GETÚLIO VARGAS:
Para as classes trabalhadoras das cidades, Vargas anunciava
a construção de uma verdadeira “democracia social e econômica”. Para o
Presidente, democracia daria ao trabalhador não só os direitos políticos, mas
também, o direito de desfrutar e beneficiar-se do progresso que ele mesmo
criava com seu trabalho.
Em 1954, Vargas autorizava o aumento de 100% do salário
mínimo, atendendo a proposta de seu Ministro do Trabalho João Goulart, para
desta forma recompor o poder de compra do salário, corroído pela inflação do
governo Dutra.
Tal decisão de Vargas acabou provocando uma enorme revolta
entre o grupo patronal, que ainda era contra a organização da classe
trabalhadora, estimulada pelo governo. Tal organização era vista como uma
ameaça de esquerda aos interesses capitalistas.
A ECLOSÃO DA CRISE POLÍTICA E O SUICÍDIO DE VARGAS:
A UDN e a imprensa de oposição continuaram a atacar
violentamente o governo de Vargas, e os abusos de poder de outros elementos do
governo, ligados ao Presidente.
Em agosto de 1954, o líder da oposição, Carlos Lacerda,
acabou sendo vítima de um atentado de morte, ocorrido na porta do prédio onde
morava em Copacabana (Atentado na Rua Toneleros).
Lacerda escapava do atentado ferido com um tiro no pé, mas
seu guarda costas e também Major da Aeronáutica que o acompanhava, Rubem Vaz,
acabou morrendo no atentado.
As investigações feitas pela Aeronáutica após o atentado,
acabaram levando a prisão dos assassinos e a vinculação destes com Gregório
Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio, criando-se desta forma, a
relação de que a oposição precisava para pressionar Vargas a deixar o cargo de
presidente.
A situação de Getúlio mostrou-se insustentável: Seus
Ministros começaram a pressioná-lo para que se afastasse temporariamente do
governo; os Militares, porém queriam que ele renunciasse definitivamente.
Diante de tal situação as pressões aumentaram e em 22 e 23
de agosto surgiram manifestações militares exigindo a renúncia de Getúlio
Vargas. O presidente, entretanto, recusava- se deixar o cargo, mesmo
denunciando as manobras oposicionistas, o presidente ficava cada vez mais
isolado no poder.
Na noite de 23 de agosto de 1954, Getúlio teve uma reunião
com todo o Ministério e, ao encerrá-la, afirmou: “como não chegaram a nenhuma
conclusão, declaro que aceito a licença. Mas, se vierem depor-me, encontrarão o
meu cadáver”.
Finalmente, em 24 de agosto Getúlio recebe mais um ultimato,
desta vez com a assinatura do Ministro de Guerra Zenóbio da Costa, exigindo seu
afastamento. Isolado no palácio do Catete, Getúlio Vargas prepara seu último
ato político, redige uma carta testamento e se suicida com um tiro no
coração.
Os meses que ainda faltavam para completar o mandado de
Getúlio, a sucessão da presidência caberia ao vice Café Filho, que se afastou
do poder por motivos de saúde. Pela ordem sucessória, seria a vez de Carlos Luz
Presidente da Câmara dos Deputados, porém como era da UDN renuncia e assume
Nereu Ramos, na época Presidente do Senado.
Assumindo o poder, deflagrou o processo de sucessão
eleitoral, desviando para esta disputa a atenção da nação. O quadro político,
neste momento era bastante simples:
A morte de Vargas comoveu grande parte da população, gerando
um clima de comoção nacional. Carlos Lacerda fugiu do país, com medo de uma
reação popular. Os diretórios da UDN por todo o país foram destruídos pelo
povo.
O GOVERNO JUSCELINO
KUBITSCHECK (1956-1961)
INTRODUÇÃO:
O período de um ano e meio que vai da morte de Getúlio
Vargas até a posse do novo presidente, foi marcado por uma grande turbulência
social e política. Completando o período do governo dos substitutos de Vargas,
foram realizadas novas eleições presidenciais em 1955, com vencedores JK e como
vice João Goulart.
Após sua vitória nas urnas, Juscelino teve que contar com o
apoio do General Henrique Teixeira Lott, seu Ministro de Guerra, para sufocar
dois movimentos de setores militares, que tentavam impedir a sua posse, sob a
alegação que sua candidatura e de João Goulart (Vice) tinham sido financiadas
por grupos comunistas internacionais.
DESENVOLVIMENTO X CRESCIMENTO:
JK orientou todo o seu governo para promover transformações
radicais na estrutura econômica do país, era o nacional- desenvolvimentismo
substituindo o nacionalismo econômico de Vargas. Pretendia acelerar o processo
de desenvolvimento industrial brasileiro, contando com o chamado, Plano de
Metas, um programa de governo cujo slogan era: “fazer o Brasil crescer 50 anos
em 5”. Para tal, era necessário à entrada de empresas multinacionais, sendo as
primeiras às indústrias automobilísticas (Ford, GM, Willys, VW).
Paralelamente, pretendia superar o subdesenvolvimento
resultante do atraso do setor primário da economia. Para cuidar dos problemas
regionais do nordeste, criou a SUDENE (Superintendência para o Desenvolvimento
do Nordeste em 1959).
É importante lembrar que neste mesmo ano, a Revolução
Cubana, liderada por Fidel Castro e ajudado por Che Guevara, derrubava o
governo de Fulgêncio Batista em Cuba, provando que a situação agrária era capaz
de provocar uma revolução social de profundidade.
A construção de Brasília: a nova capital, símbolo do Brasil
Moderno e Industrializado, significou a abertura de uma nova frente de
colonização. A transferência do centro das decisões políticas para o centro do
território pretendia servir de fator de
integração nacional.
Os anos JK foram, realmente um período de euforia social e
crescimento econômico. A implantação da indústria automobilística, a construção
de Brasília, o “respeito” às liberdades democráticas, além da notável
habilidade do presidente em lidar com as crises políticas e as pressões
sociais, tudo isso alimentou um clima de liberdade e progresso.
No entanto, houve várias reações a política de JK, e
partiram de vários setores da sociedade:
As classes médias estavam insatisfeitas com a política desenvolvimentista, pois esta
havia provocado um significativo aumento da inflação e um endividamento do país
com o exterior, em especial bancos norte americanos.
Os problemas sociais de fome, analfabetismo e desemprego não
se resolveram, a despeito de medidas como a construção de Brasília; por um lado
à construção da nova capital demandou enorme utilização de mão de obra, por
outro, aumentou a inflação por causa dos vultosos recursos gastos.
Setores rurais não se beneficiaram da modernização, pois a
política clientelística dos coronéis emperrava qualquer iniciativa inovadora.
Assim os desequilíbrios entre o campo e a cidade se acentuaram.
“50 anos em 5?”. Certamente não. Mas houve transformações
importantes: a expansão da industrial, a urbanização, a consolidação
democrática nos termos da constituição vigente. O modelo desenvolvimentista de
JK, porém pagou um preço alto: abertura total da economia ao capital
estrangeiro, às grandes multinacionais, e a submissão político- econômica à
hegemonia norte americana. O custo social interno foi igualmente elevado;
descontrole inflacionário, pesando especialmente sobre os assalariados.
Parece claro que crescimento econômico não significa
desenvolvimento econômico. No governo JK houve um crescimento econômico e uma
maior concentração de renda nas mãos da burguesia nacional e estrangeira, das
camadas altas e médias, não houve, portanto desenvolvimento econômico.
Tal crescimento ocorreu sobre a base de três pilares:
investimentos diretos estrangeiros, empréstimos externos e emissionismo.
UMA NOVA ERA CULTURAL:
Por fim não foi apenas no campo da estabilidade política e
do crescimento econômico que o governo Juscelino foi excepcional. Seu
quinquênio correspondeu também a um momento de grande produção cultural, de
novas propostas literárias, de grande politização do pensamento e de uma
euforia no campo das artes plásticas, da música, dos esportes.
Em 1956 é publicada a obra de Guimarães Rosa, Grande Sertão
Veredas, e dois anos depois Jorge Amado publica Gabriela, Cravo e Canela.
A temática passa a ser o centro das atenções de alguns
cineastas e teatrólogos. Gianfrencesco Guarnieri encena “Eles não usam Black
Tie”, retratando aspectos da vida operária. Já o cinema buscava romper com a
linguagem convencional. Dentre as filmes de cunho social, podemos citar Rio
40º, de Nelson Pereira dos Santos, que retrata a população pobre dos morros
cariocas.
A juventude se libertava dos bens comportados “bailinhos
familiares”, desconsolava os rostos, e se soltava ao som de um novo balanço: “O
Rock and Roll”.
O GOVERNO JÂNIO
QUADROS (1961)
INTRODUÇÃO:
Jânio governou o país, num momento de forte crise
financeira, com uma extensa inflação e um déficit na balança de pagamentos,
acompanhado por uma crescente divida externa. Para combater tal situação, Jânio
instaurou uma política antiinflacionária, restringindo os créditos, congelando
os salários e incentivando as exportações.
A inflação estava altíssima, decorrente das constantes
emissões monetárias e a dívida externa, a desvalorização da moeda, a falta de
correspondência entre o aumento dos salários e do custo de vida. A presença de
grandes tensões
sociais decorrentes desses fatores, culminavam em violentas
disparidades regionais, e na a existência de bolsões de miséria.
Os constantes êxodos de nordestinos e camponeses de outros
estados que procuravam nas cidades industrializadas fugir da miséria do campo e
as exigências do capital monopolista trouxeram para Juscelino um resultado
eleitoral inesperado nas eleições de 1960: a derrota de seu candidato Enrique
Teixeira Lott.
Pela primeira vez, desde 1945, a coligação PTB/PSD perdia
uma eleição presidencial, isto só se explica pelos graves problemas nacionais
expostos.
O vitorioso Jânio da Silva Quadros, que já fora vereador,
prefeito e governador de SP, possuidor de um carisma e de uma habilidade que
lhe permitiram manobrar a massa trabalhadora com discursos e gestos populistas,
e com promessas de salvá-los dos problemas mais sérios. Sua campanha tinha como
símbolo uma vassoura, para “varrer a corrupção” conforme ele mesmo pregava.
Seus principais apelos políticos eram dirigidos às classes
médias urbanas, que desejavam um governo dinâmico e honesto, com um líder
carismático capaz de beneficiá-los economicamente.
A POLÍTICA ANTIINFLACIONÁRIA:
Jânio Quadros assumiu a presidência em janeiro de 1961, e
desde os primeiros momentos de seu governo buscou colocar em prática as
promessas feitas durante a campanha: uma austera política externa independente
que preservasse a imagem do Brasil como nação autônoma, o combate à corrupção e
a especulação.
A crise financeira herdada da gestão anterior não era de
fácil solução. Soma-se ao alto índice de inflação e dívida externa. De acordo
com compromissos assumidos pelo governo JK, o Brasil teria de pagar 2 bilhões
de dólares de dívida, durante o governo de Jânio, e só em 1961 deveria ser
saldado 600 milhões. Era sem dúvida uma situação que exigia de Jânio Quadros
esforços extraordinários, e em busca de uma solução o presidente lançou uma
política anti-inflacionária ortodoxa, sintetizada numa reforma cambial e no
congelamento dos salários.
A desvalorização da moeda tinha por objeto principal o
incremento das exportações que resultaria no aumento das reservas em moeda
estrangeira e redução do déficit governamental. A austeridade da política
econômica de Jânio teve o aval do FMI, cuja relação com o Brasil havia sido
interrompida no governo de JK. Isso facilitou as novas negociações com os
credores externos, resultando em um novo empréstimo de 2 bilhões de dólares.
Os novos empréstimos significavam que Jânio, no início de
seu governo, ganhava confiança da comunidade financeira internacional, aliviada
com a possibilidade de estabilização financeira que poderia equilibrar as
contas estrangeiras no Brasil.
Contudo, internamente, a situação era diferente. A política
de redução do crédito bancário, e a retirada de subsídios, afetava as empresas
de pequeno e médio porte, acostumadas com os “favores” cambiais do governo
anterior. As classes trabalhadoras também se manifestavam e protestavam contra
o congelamento dos salários e os aumentos do pão e dos transportes, provocados
pela retirada dos subsídios do trigo e dos combustíveis.
Com essa política Jânio começava a ter contra si as mesmas
forças urbanas que o elegeram. O preço político de sua ortodoxia econômica
tornava-se alto demais. E isso traria consequências desagradáveis a toda nação
em curtíssimo prazo.
POLÍTICA EXTERNA INDEPENDENTE:
Em nível de política externa, o Ministro das Relações
Exteriores, Afonso Arinos, procurou desenvolver uma política independente,
tentando desvincular o país dos dois grandes blocos políticos: EUA e URSS.
Restaurou as relações diplomáticas com a União Soviética,
além de condecorar um dos líderes da
revolução cubana, o argentino Ernesto “Che” Guevara. Apoiara o ingresso da
República Popular da China (comunista) na ONU. Tais atitudes começaram a
preocupar os representantes norte-americanos, assim como os setores brasileiros
ligados ao capital internacional.
A postura independente assumida pelo presidente, cujo
objetivo econômico era a ampliação dos mercados externos e o consequente
aumento das exportações brasileiras, provocara acirrada campanha interna da
conservadora oposição civil e militar.
As facções conservadoras, principalmente as ligadas a UDN,
em concordância com grupos norte-americanos
e europeus que atacavam a política econômica independente, na medida em
que ela contrariava seus interesses político- econômicos, afirmavam que era
preciso evitar a “esquerdização” do país e fazê-lo retornar à liderança dos EUA.
A RENÚNCIA:
A UDN rompe definitivamente com Jânio e um de seus mais
ferrenhos opositores foi o governador do estado da Guanabara Carlos Lacerda,
que acusou o presidente de estar preparando um golpe de Estado. Sem apoio dos
setores populares, não restou a Jânio outra alternativa senão renunciar o
cargo.
A renúncia faria parte de um plano para instituir um governo
forte, pretendia que seus Ministros militares não aceitassem a renúncia e
garantindo-lhe maiores poderes. Pretendia também, que os militares não aceitassem
a entrega da Presidência ao vice João Goulart contra o qual havia uma
generalizada indisposição militar. O Tiro saiu pela culatra.
Alegando pressões das chamadas “forças ocultas” o
presidente, renunciou após sete meses de governo, provocando uma crise
política, já que seu vice estava ausente no país em visita a China (Comunista).
Como solução, foi dada a posse ao presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri
Mazzili.
O GOVERNO JOÃO
GOULART (1961-1964)
INTRODUÇÃO:
O passado getulista de Goulart, além de suas ligações com os
sindicatos e sua proposta reformista e nacionalista, levou a formação de duas
correntes de opiniões.
Uma opositora liderada por Carlos Lacerda e representantes
da UDN, que procurou, com o apoio de setores e de ministros militares, e do
grande empresariado, impedir a posse de João Goulart, sob a alegação de que o
mesmo se ausentara do país sem autorização, logo ficando impedido de tomar
posse.
Outra corrente defendia a legalidade constitucional, com
grande parcela dos sindicalistas e trabalhadores, profissionais liberais e
pequenos empresários, apoiando a posse de Goulart, já que o mesmo estava
representando o governo brasileiro e, portanto, em condições legais para
assumir o poder.
Diante de tal quadro de dualidade, o Exército acabou
dividido entre as duas correntes, mas o apoio do Marechal Lopes comandante do
III Exército, Jango acabou tendo sua posse garantida.
Para que a posse ocorresse, foi necessário um acordo
político entre as duas correntes, resultando deste acordo à adoção do sistema
parlamentarista de governo em setembro de 1961.
Por essa medida, os poderes do presidente ficavam limitados,
sendo esta a condição negociada para Goulart assumir o poder. Para o cargo de
Presidente do conselho de Ministros, foi eleito pela Câmara dos Deputados
Tancredo Neves.
Contando com um forte apoio popular, Jango convocou um
plebiscito para 6 de janeiro de 1963, onde o povo foi consultado sobre a
manutenção ou não do sistema parlamentarista. O resultado foi à vitória
esmagadora do presidencialismo, devolvendo assim, os poderes retirados em 1961
a João Goulart
POLÍTICA, ECONOMIA E SOCIEDADE:
Após o resultado do plebiscito, Goulart assumiu plenamente o
poder presidencial, reforçando a partir de então, sua linha de governo de
tendência nacionalista e política externa independente.
Jango tomou posse num momento em que crescia
assustadoramente o déficit governamental, declinavam as receitas totais das
exportações, aumentava sensivelmente a taxa de inflação e reduziam-se os
empréstimos externos e os financiamentos.
A rápida deterioração da economia exigia que o governo
buscasse soluções para o profundo impasse e dificuldades por que passava a
sociedade brasileira. O governo tinha que canalizar
esforços que possibilitassem o aumento dos empréstimos
externos, a renegociação da dívida externa, a retomada do crescimento
econômico, o alívio das tensões sociais e o combate à inflação.
A crise econômica, no entanto, era uma realidade obrigando o
Ministro do Planejamento e da Coordenação Econômica, Celso Furtado, a
implementar o chamado Plano Trienal que havia sido elaborado ainda durante o
período parlamentarista, para combater os problemas de ordem econômica.
A proposta do Plano Trienal acabava entrando em colisão com
a política de mobilização popular, isto porque o plano econômico visava
combater a inflação e promover o desenvolvimento da economia a partir do setor
industrial. No entanto, exigia também uma ampla austeridade econômica e
financeira. O Plano buscava:
• Promover
uma melhor distribuição das riquezas nacionais, atacando os latifúndios
improdutivos para defender os interesses sociais;
• Encampar
as refinarias particulares de petróleo;
• Reduzir a
dívida brasileira;
• Diminuir
a inflação e manter o crescimento econômico, sem sacrificar exclusivamente os
trabalhadores;
Na época as massas trabalhadoras mobilizavam-se cada vez
mais contra as explorações das classes dominantes. Apavorados com as ideias de
perder seus lucros e privilégios, os empresários começavam a se articular
contra Jango.
A Reforma Agrária, com a divisão
dos latifúndios, para facilitar o acesso a terra a milhões de
lavradores que desejavam trabalhar e produzir no campo, controlando, com
isso o êxodo rural;
A Reforma Eleitoral, para dar aos
analfabetos o direito de votar e participar da vida pública;
A Reforma Urbana, para socorrer milhões de
favelados e moradores de cortiços nas grandes cidades;
A Reforma Tributária para corrigir as
desigualdades sociais na distribuição dos deveres entre ricos e pobres,
patrões e empregados;
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As revoltas aumentaram depois que um conjunto de medidas,
denominadas Reformas de Base, anunciadas por Jango, incluindo:
Tais transformações ameaçavam os interesses dos setores
tradicionais da sociedade brasileira, que reforçaram a oposição a Jango.
Jango deu ênfase ainda a sua política nacionalista,
elaborando leis, limitando a remessa de lucros para o exterior, monopolizou a
importação do petróleo e tomou posse das refinarias de petróleo particulares
O GOLPE E A DEPOSIÇÃO DE JANGO:
A tensão atingiu o auge quando Jango criou a lei
implementando o 13º salário, que foi recusado pelo Congresso, levando os
trabalhadores a entrarem em greve. Ao mesmo tempo, os movimentos populares
pressionavam o governo para que as reformas fossem concretizadas e até
ampliadas.
Sob aplauso de trabalhadores, decretava a nacionalização das
refinarias de petróleo e desapropriava terras à margem das ferrovias, rodovias
e em regiões de irrigação de açudes.
Tais medidas atendiam aos setores particulares e rurais da
sociedade brasileira, inclusive as Ligas Camponesas, que acenavam com
perspectiva de uma revolução camponesa socialista, nos moldes ocorridos em
Cuba.
A reação dos proprietários rurais e setores da burguesia não
demorou. Realizaram uma grande mobilização com
400.000 pessoas, a chamada Marcha da Família com Deus pela
Liberdade, demonstrando o descontentamento com o apoio político assumido pelo
governo. Significava uma passeata anticomunista pelas ruas centrais da cidade,
onde as pessoas rezavam para que o Brasil não fosse atingido pelo comunismo,
pois acreditavam que João Goulart era comunista e que estes iriam desembarcar
no Brasil e tomar a sociedade.
Tal manifestação acabou marcando o início do movimento
organizado por grupos de oficiais das Forças Armadas, provocando desta forma,
um movimento de confrontação entre a oficialidade e os sargentos marinheiros.
Diante de tal quadro de confrontação, oficiais aparentemente neutros, acabaram
por apoiar a conspiração e a derrubada do governo de João Goulart.
No dia 31 de março de 1964, iniciou- se um movimento que
acabou depondo João Goulart em abril do mesmo ano. Este movimento foi liderado
pelos Generais Luis Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho de MG, e Carlos
Lacerda da Guanabara.
Jango acabou sendo totalmente abandonado pelos militares
legalistas. A greve geral decretada pela CGT fracassou e as manifestações civis
foram facilmente reprimidas. No Rio Grande do Sul, os partidários do Governador
Leonel Brizola, cunhado e partidário do Presidente, não resistiram e, João
Goulart abandonou Brasília em 1º de
abril de 1964, foi para o RS e depois se abrigou no Uruguai aonde veio a
falecer anos mais tarde.
O golpe político foi muito bem visto pelos EUA, preocupados
com o avanço de uma política neutralista e nacionalista pregada pelo governo
civil de Jango. A neutralidade defendida por uma política externa independente
e a não intervenção nos assuntos internos dos países, entenda- se a respeito à
soberania nacional, irritava os Estados Unidos, que desejavam a formação de um
bloco anticomunista no continente, em função da posição cubana.
A reação ao golpe foi quase nula, sem proteção civil ou
militar, o governo desmoronou. O senado declarou vaga a presidência e empossou
o presidente da Câmara, Ranieri Mazzili. Chegava ao fim um governo democraticamente
eleito e um regime constitucional legítimo, assim como chegava ao fim a
República Populista.
(UFJF – CURSO
PRÉ - VESTIBULAR 2012 HISTÓRIA – PROFESSORA: THAMIRIS, com modificações)
PROJETO DE VIDA - 3ºA
Projeto de Vida:. Apostila - Mapa da Empatia - Criando Uma Persona. página 150 e 151.